Uncategorized

Ela Teve 7 Filhos no Porão de Casa com o Próprio P*I!

O pai dela a manteve prisioneira em um porão embaixo da própria casa por 24 anos, enquanto o resto da família vivia normalmente no andar de cima. Ela entrou lá com 18 anos e saiu com 42. Durante todo esse tempo, ela teve sete filhos com o próprio pai naquele porão escuro, sem médico e sem qualquer ajuda.

Quando a polícia finalmente abriu a porta daquele porão, o que encontraram mudou para sempre a história do crime na Europa. Isso aconteceu de verdade em 2008, em uma pequena cidade na Áustria. E essa é a história que vamos contar.

Josef Fritzl nasceu em Amstetten, uma pequena cidade na zona rural da Áustria, em 1935. Ele cresceu em um lar desprovido de afeto, com uma mãe fria e controladora e um pai que abandonou a família muito cedo. Na vida adulta, tornou-se engenheiro eletricista e era um cara extremamente inteligente, metódico e organizado.

Ele se casou com uma mulher chamada Rosemarie e eles tiveram sete filhos, incluindo Elisabeth. Em 1967, a máscara de Joseph caiu pela primeira vez. Nesse ano, ele foi preso e condenado por abusar sexualmente de uma enfermeira usando uma faca. Ele foi condenado a 18 meses, mas, na prática, acabou cumprindo apenas um ano de prisão.

Rosemarie, no entanto, decidiu ficar ao lado dele, acreditando — ou querendo acreditar — que o marido havia sido injustiçado. E, por causa da lei austríaca, aquela condenação foi apagada dos registros após 15 anos, como se nada tivesse acontecido. Elisabeth, por sua vez, nasceu em 1966, um ano antes de Joseph ser preso.

Ela era uma das filhas mais novas do casal, e os registros judiciais indicam que Joseph começou a abusar sexualmente de Elisabeth quando ela tinha apenas 11 anos. Mas ela não contou a ninguém porque tinha muito medo do que Joseph podia fazer com ela se contasse a alguém. Em 1983, aos 16 anos, ela conseguiu fugir daquela casa e foi para Viena.

Ela ficou lá por três semanas com alguns amigos, mas a polícia conseguiu localizá-la e a mandou de volta para casa. Ninguém sequer perguntou por que ela havia fugido. Depois de voltar, ela terminou o curso de garçonete, conseguiu um emprego em Linz e começou a tentar encontrar uma nova saída para aquela situação. Mas Joseph já estava construindo outra coisa.

Desde o final da década de 1970, Joseph vinha expandindo o porão da casa e instalando paredes de concreto armado, portas de aço com trancas eletrônicas e isolamento acústico para que ninguém ouvisse nada sobre as atrocidades que planejava cometer lá dentro. Por fora, parecia apenas um porão comum, mas por dentro era uma verdadeira prisão, sem janelas, sem luz natural e sem nenhuma saída que não dependesse dele.

Enquanto construía tudo isso, ele continuava passando tempo com a família normalmente, saindo para cumprimentar os vizinhos e vivendo a vida como se nada estivesse acontecendo. Finalmente, em agosto de 1984, o porão ficou pronto, e Elisabeth completou 18 anos. No dia 28 de agosto de 1984, Joseph pediu que Elisabeth descesse ao porão para ajudá-lo com uma porta.

Apesar do histórico de abusos, era um pedido comum. Então ela foi sem questionar muito. Quando chegaram lá embaixo, ele colocou uma toalha encharcada de produtos químicos no rosto dela, forçando-a a inalar a substância. Ela perdeu a consciência e, quando acordou, estava completamente acorrentada no porão, onde, mais tarde naquele dia, antes de subir e deixá-la trancada lá, ele abusou sexualmente dela mais uma vez.

Nos dias seguintes, Joseph disse a Rosemarie que Elisabeth havia fugido novamente e mostrou à polícia uma carta que ele havia obrigado Elisabeth a escrever no cativeiro, dizendo que estava tudo bem e que não havia necessidade de procurá-la. A polícia acreditou, Rosemarie acreditou e até os irmãos dela acreditaram, mas ela ainda estava bem ali, a menos de 10 metros de distância, embaixo de todo mundo.

Os primeiros anos foram os mais solitários. Joseph descia com frequência, trazia comida e cometia os abusos. Se ela resistia, ele a espancava. Se ela gritava, ele cortava a energia por dias. Se desobedecesse, ficava sem comida no frio e na escuridão. Em 1988, quatro anos após o sequestro, Elisabeth entrou em trabalho de parto sozinha, sem médico, sem nada.

Joseph havia deixado no porão apenas um par de tesouras velhas e enferrujadas, um cobertor e um livro de obstetrícia da década de 1960. Foi isso que ela usou para dar à luz sua primeira filha. Depois do parto, ela mesma cortou o cordão umbilical usando aquelas tesouras enferrujadas e esperou Joseph chegar.

Mas ele não apareceu por 10 dias seguidos após o nascimento da criança. Mãe e bebê ficaram sozinhas no escuro, e isso se repetiria mais seis vezes nos anos seguintes. No total, sete crianças nasceram naquele porão entre 1988 e 2002. Apesar da situação absurda em que viviam, Elisabeth tomou uma decisão muito nobre.

Mesmo dentro daquele inferno, ela decidiu ensinar os filhos a ler e escrever, usando jornais e livros velhos que Joseph deixava espalhados pelo porão. Ela cobriu as paredes de concreto com imagens que arrancava de revistas, como flores, animais e o céu, inventava histórias e fazia brinquedos com papelão. Ela tornou o lugar muito mais lúdico e criou uma rotina que dava às crianças alguma noção de normalidade, mesmo em um lugar que não tinha normalidade alguma.

Mas apenas a falta de luz solar já era suficiente para destruir a saúde deles. Seus dentes estavam apodrecendo, a pele ficava cada vez mais pálida, e um dos filhos havia crescido tanto que o teto do porão já não cabia mais nele. Ele passou anos andando curvado. Isso porque, segundo alguns relatos, o teto do porão era muito baixo, com apenas 1,68 metro de altura. Portanto, a menos que a pessoa fosse muito baixa, quem ficasse de pé tinha que permanecer curvado o tempo todo. Mesmo com as crianças morando ali há anos, quando Joseph ficava bravo, ele ainda cortava a eletricidade, às vezes por dias, deixando a família no frio, no escuro e sem comida. Enquanto isso, a vida seguia normalmente lá em cima.

Em abril de 2008, Kerstin, uma das filhas que permaneceu no porão, já tinha 19 anos. E a saúde dela piorou drasticamente. Ela começou a ter convulsões acompanhadas de cólicas e mordia os próprios lábios com tanta força que sangravam. Elisabeth conversou então com Joseph e pediu a ele, por várias semanas, que levasse Kerstin a um hospital.

Mas Joseph resistiu muito, porque uma filha no hospital significava perguntas. E Kerstin não existia em lugar nenhum, pois não tinha certidão de nascimento, carteira de identidade e nem prontuário médico, mas o estado de saúde dela piorava a cada dia. Então Joseph finalmente cedeu. Mas antes que Kerstin fosse levada, Elisabeth fez uma coisa.

Enquanto Joseph não estava olhando, ela dobrou um pequeno bilhete e o enfiou no bolso da filha. O bilhete dizia:

“Por favor, ajude-a.”

Quando os médicos encontraram o bilhete e olharam para aquela jovem de 19 anos, desnutrida e com a pele parecendo nunca ter visto a luz do sol, souberam que havia algo muito errado e contataram a polícia.

Pela primeira vez em 24 anos, alguém finalmente fez uma investigação de verdade. Eles lançaram um apelo público nos canais de notícias austríacos, pedindo que a mãe de Kerstin entrasse em contato. Joseph estava assistindo aos jornais, mas não sabia que Elisabeth também estava assistindo a tudo na televisão do porão. E, quando ela viu o rosto da filha, percebeu que havia chegado a hora.

Elisabeth disse a Joseph que precisava ir ao hospital porque Kerstin precisava dela, e que, se ele a deixasse ir, ela guardaria o segredo e confirmaria tudo o que ele dissesse. Ela continuou tentando convencê-lo por dias, até que, em 26 de abril de 2008, Joseph desceu ao porão e pediu que Elisabeth subisse.

Ela subiu as escadas, cruzou o estúdio e saiu pela porta da frente pela primeira vez em 24 anos. Quando olhou para o céu, o contato com a luz do sol foi fisicamente doloroso. Olhos que passaram décadas expostos a uma luz artificial fraca não estavam preparados para o sol. No hospital, Elisabeth manteve a cabeça baixa e Joseph permaneceu por perto o tempo todo, monitorando cada movimento dela.

Mas os investigadores conseguiram falar com ela em separado e lhe disseram que ela e seus filhos estavam seguros e que Joseph não conseguiria fazer mais nada. Mesmo assim, Elisabeth permaneceu em silêncio porque ainda tinha medo do que poderia acontecer quando voltasse para casa. Mas um dos investigadores conseguiu fazer uma promessa:

“Se você nos contar tudo o que aconteceu, garantimos a sua segurança e a dos seus filhos, e você nunca mais terá que ver aquele homem.”

Foi essa promessa que abriu tudo. Elisabeth começou a falar e não parou mais. Enquanto isso, do lado de fora do hospital, Joseph, que esperava ali, foi preso na mesma hora. A polícia foi então até a casa deles e encontrou a entrada do porão, que ficava atrás de uma janela. A polícia relatou que dentro do porão era extremamente difícil respirar devido à falta de ventilação e o ar era extremamente denso.

Quando abriram a porta do porão, encontraram Stefan, que já estava em cativeiro havia 18 anos, e Felix, o filho mais novo, que tinha apenas 5 anos. Os dois também tiveram dificuldades com a luz do sol quando saíram pela primeira vez, mas logo ficaram maravilhados e admirados com tudo o que viam. O julgamento começou em março de 2009, e, no primeiro dia, Joseph se declarou culpado de alguns crimes menores, mas negou os mais graves, como homicídio e escravidão.

E então o tribunal exibiu 11 horas de depoimento de Elisabeth, relatando todos os crimes cometidos por seu pai. Mas, antes de o vídeo começar, a promotora marcou a altura exata do teto do porão no batente da porta do tribunal, que era de 1,68 metro. Ela pediu ao júri que imaginasse viver assim por 24 anos.

Em seguida, ela abriu a caixa de roupas que havia sido retirada do porão, e os juízes não aguentavam o cheiro; estava podre. Enquanto isso, Joseph assistia a tudo em silêncio e, no segundo dia, algo incomum aconteceu. Elisabeth foi ao julgamento e permaneceu escondida do público. A certa altura, os olhos de pai e filha se encontraram e, segundo o advogado de Joseph, ele ficou pálido e desabou.

No terceiro dia, ele se aproximou do júri e disse:

“Eu me declaro culpado de todas as acusações.”

Ele disse que havia assistido ao depoimento da filha e que só então havia compreendido o peso do que tinha feito a ela. Em 19 de março de 2009, Josef Fritzl foi condenado à prisão perpétua. No ano passado, em 2025, seus advogados solicitaram sua liberdade, alegando demência grave, mas o tribunal negou e ele continua preso até hoje, com mais de 90 anos.

O caso de Elisabeth levanta várias questões, especialmente em relação à investigação, pois como a polícia pôde ver uma adolescente de 16 anos fugindo de casa e simplesmente trazê-la de volta para os pais sem investigar, sem sequer perguntar o que ela estava enfrentando, o que estava acontecendo? A polícia deveria ter profissionais ali para entender o que estava ocorrendo, para tentar compreender o que se passava na mente daquela criança, daquela jovem, e tentar entender por que ela havia fugido.

Portanto, este caso levanta vários questionamentos sobre como a polícia não percebeu nada em nenhum momento, não apenas quando ela fugiu, mas também quando bebês foram deixados na porta da casa de vez em quando. Ninguém investigou a fundo, ninguém tentou entender, ninguém sequer vasculhou a casa para ver o que estava acontecendo. E o mesmo vale para os membros da família, como a mãe, os irmãos, especialmente a mãe neste caso. Eles aceitaram passivamente que a filha fugiu e pronto, tudo bem.

Assim, o caso foi repleto de falhas, principalmente devido à polícia, que foi negligente em vários aspectos. No entanto, este caso foi de suma importância para o aprimoramento das leis, já que, após receber grande repercussão, a legislação austríaca foi reformada para melhorar a proteção infantil e também a busca por pessoas desaparecidas. Acabou tendo esse lado positivo, além do óbvio que foi a libertação das vítimas, de Elisabeth e de seus filhos.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

You Might Also Enjoy